Fundado em 1º de maio de 1946, somente a partir desta data o TRT passou a integrar o Poder Judiciário. Funcionava anteriormente sob a forma de Conselho, vinculado ao Poder Executivo, e os recursos poderiam ser julgados pelo ministro do Trabalho.
Inicialmente, a Justiça do Trabalho funcionava no prédio do Instituto de Aposentadoria dos Comerciários - IAPC -, na avenida Guararapes. Por um curto período foi instalado na rua do Imperador, mudando-se em seguida para o edifício JK, na avenida Dantas Barreto. Somente na gestão do juiz Clóvis Lima, o Tribunal foi transferido para o Cais do Apolo, onde hoje funciona.
Desde que foi criado, o Conselho Regional do Trabalho e, posteriormente, o Tribunal, possuía jurisdição sobre os estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte. Com o tempo, cada um desses estados foi se desmembrando da 6ª Região, a partir da instalação de seus próprios regionais. No início, o TRT possuía apenas cinco Juntas de Conciliação e Julgamento, sendo duas no Recife e as demais em Maceió, João Pessoa e Natal.
O Tribunal registra momentos importantes no julgamento dos diversos dissídios coletivos dos canavieiros, já que envolvia os interesses de cerca de 250 mil trabalhadores. Um deles, terminou de madrugada e foi realizado à luz de velas, tendo em vista a falta de energia verificada naquela noite.
Outras categorias marcaram presença na Justiça do Trabalho, prolongando as sessões por horas ininterruptas. Exemplo disso foi uma audiência de instrução da construtora Camargo Corrêa, iniciada às 9h e concluída às 3h da madrugada.
O Tribunal do Trabalho da 6ª região vem se destacando também na criação de jurisprudência em relação a diversos assuntos, como foi o caso do reconhecimento do direito dos trabalhadores rurais ao salário-família.
Do ponto de vista administrativo, o TRT da 6ª Região sofreu várias modificações nos últimos anos, contando, hoje, com três turmas e 53 Varas Trabalhistas, sendo vinte na Capital.
(Transcrito do site do TRT-6ª Região)
Site:
www.trt6.gov.br